três da madrugada. baixo gávea. A COISA e O NOME bebem. chopp vai, chopp vem, chopp vai e vem. cansados da esbórnia, A COISA e O NOME vão embora.
na esquina de lopes quintas com jardim botânico, um louco avança o sinal. o fusca d'A COISA freia bruscamente.
O NOME dá com a cabeça no vidro. A COISA, precavida, com o cinto, nem se abala.
no dia seguinte, algo estranho acontece. algo parece estar fora da ordem. fora de sincronia. as pessoas querem se comunicar e não conseguem. as coisas continuam no lugar, mas os nomes, esses, parecem que deram um passinho à frente.
Chacal, "A coisa e o nome", em Belvedere, São Paulo: Cosac Naify; Rio de Janeiro: 7Letras, 2007, p. 57.
20 julho 2007
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